Uma amostra lunar coletada pela missão Apollo 17 em 1972 teve uma parte da amostra armazenada em um recipiente à prova de vácuo e outra parte em um recipiente não selado. Ao chegar na terra, a cápsula foi armazenada em uma câmara de vácuo onde permaneceu intacta até recentemente. O trabalho de extração faz parte do programa Análise de Amostras de Próxima Geração da Apollo (ANGSA, na sigla em inglês), responsável por coordenar a análise das amostras lunares coletadas pelo programa Apollo, da Nasa.
Texto: Yalle Carolina - UESB - Projeto Ensino de Partículas e Astropartículas (EPA)

Figura 1: Recolhimento e análise de uma amostra da Lua. (Imagem: NASA/Corbis via Getty Images)
A demora em abrir para analisar esse material lunar, segundo Lori Glaze, diretora da Divisão de Ciência Planetária da NASA, trata da agência contar que tanto a ciência quanto a tecnologia seriam evoluídos a ponto dos cientistas poderem estudar o material com abordagem mais conclusiva.
A expectativa é que a amostra contenha elementos importantes além de rochas e poeira lunar, como substâncias voláteis. Além disso, a equipe de cientistas está usando um dispositivo desenvolvido pela Universidade de Washington para extrair e armazenar gases presentes na amostra.
A NASA também conta com o “abridor de latas Apollo”, que trata de um equipamento da equipe da ESA, onde é possível perfurar o recipiente de vácuo enquanto coleta os gases conforme eles escapam. Este trabalho é possível graças a um coletor desenvolvido em parceria com a Washington University.

Figura 2: Equipamento de perfuração totalmente desenvolvido para o recipiente de amostra lunar (Imagem: Reprodução/ANGSA)
A abertura da amostra já foi iniciada e, segundo a NASA, a vedação do tubo parece estar intacta. Qualquer gás presente na cápsula será identificado por uma moderna tecnologia de espectroscopia e será compartilhado para que outras instituições de pesquisa estudem a composição.
Francesca McDonald, que lidera o projeto da ESA, disse que cada gás analisado pode ajudar a entender uma parte diferente da história e da evolução dos elementos voláteis na Lua e no início do Sistema Solar.
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FONTE:
AMOSTRA INAUGURAL DA LUA DA NASA FOI COLETADA HÁ QUASE 50 ANOS. Atibaia, 2022. Disponível em: https://atibaiaconnection.com.br/a-amostra-inaugural-da-lua-da-nasa-foi-coletada-ha-quase-50-anos/. Acesso em: 29 de março de 2022.
NASA começa a estudar amostra da Lua que estava lacrada por 50 anos. Canaltech, 2022. Disponível em: https://canaltech.com.br/espaco/nasa-comeca-a-estudar-amostra-da-lua-que-esteve-lacrada-por-50-anos-211037/. Acesso em: 29 de março de 2022.
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